Certa vez, a professora pediu que fizéssemos uma redação que tivesse como enredo a vida de um pato. Pensei por alguns minutos e rapidamente criei a estória de um pato que era muito infeliz, pois seus pais foram mortos para serem servidos, assados, em um banquete e ele sabia que teria o mesmo destino.
Mas demorei tanto a achar um nome para a redação que acabei esquecendo o que havia escrito. E diante da pressão da professora, que já estava nervosa com minha demora e dizia que não me daria nem mais um segundo, intitulei a "saga" do pato com o primeiro nome que me veio á cabeça naquele momento: "O Cachorro Feliz". E eu só fui lembrar que havia escrito sobre um pato infeliz e não sobre um cachorro feliz, quando dias depois a professora nos entregou as redações com as notas. E o mais interessante foi eu ter conseguido a nota máxima. Das duas, uma; ou ela não lia nossas redações ou concluiu que "cachorro feliz" era uma metáfora para "pato infeliz".
Essa dificuldade em dar nome a tudo, já deve ter causado constrangimento em muitos gatos e cachorros, que minha família ganhava e eu (não sei o porquê) insistia e até chorava para escolher o nome dos pobres bichinhos. Já tive um cãozinho chamado Blósfite, uma cadela com o nome de Furíncula, mas acho que o que mais foi criticado por seus amigos, foi um gato que eu ganhei de um vizinho.
Eu tinha 7 anos e na época passava uma novela chamada Locomotivas, que tinha um personagem que eu gostava que era o Netinho. Mas achei esse nome horrível para um gato e quis homenagear o ator, e que fique bem claro que eu não o considerava um gato. Perguntei á minha irmã mais velha o nome do ator e ela, assídua leitora da revista Sétimo Céu, rapidamente me informou que era Dênis Carvalho.
Meu gato então teria esse nome, se não fosse um amigo de meu pai, metido a sabichão, que disse que se o ator descobrisse poderia me processar por uso indevido de seu nome. Eu fiquei triste e com medo, acreditando que Dênis Carvalho pudesse realmente processar um pobre garotinho de 7 anos, só por causa de um gato. Contei para um colega mais velho ( acho que ele tinha 10 anos) e ele sugeriu que eu mudasse algumas letras do nome do ator, assim eu faria a homenagem e não seria processado. Gostei da ideia, fiz algumas alterações e pronto, meu gato ganhou o lindo nome de Pênis Caralho.
O pior era que a gata de Marina, minha vizinha chamava-se Xana. E sempre que Xana entrava no cio, Pênis Caralho chegava junto. O problema eram os comentários maldosos que a molecada fazia:
"O Pênis do Marcelo comeu a Xana da Marina." ou "A Xana da Marina está no cio e o Caralho do Marcelo já vai cruzar com ela de novo". E esses comentários constrangeram tanto a mãe da Marina, que ela resolveu dar a gata da filha para um parente que morava bem longe. Ou seja, deu a Xana para outro e deixou o meu Pênis Caralho triste e solitário.
E essa dificuldade que eu tenho em nomear as coisas, me acompanha até hoje. Este blog é a prova disso.. Há quase dois meses estou planejando criar um blog novo, para expor algumas ideias, cujo conteúdo não é compatível com os outros dois que já possuo. Depois de tentar por conta própria encontrar um nome adequado e não ter tido êxito, resolvi procurar ajuda nos livros. Afinal, ler é expandir a mente.
Li grandes clássicos da literatura brasileira e mundial, livros de filosofia, física, biologia e até as revistas Playboy e Hustler. Como nenhum deles resolveu meu problema, resolvi buscar ajuda espiritual.
Meditei, orei, rezei o terço, participei da "Corrente do Desencosto", fiz despacho, procurei resposta na psicografia, desenhei um pentagrama enorme no meu quarto, ouvi músicas de trás pra frente, tomei o tal chá do Santo Daime e até coei café na minha cueca, que estava no cesto de roupas sujas. Mas, foi tudo em vão.
Então cheguei á conclusão que eu deveria desistir dessa merda de blog. Porém, muito antes de Hebe Camargo ter sua primeira menstruação e o primeiro pentelho de Oscar Niemeyer brotar em sua virilha, a criação deste blog já estava escrito nas estrelas, na lua, no cometa Halley e até no ex planeta Plutão.
E hoje pela manhã, as forças universais me levaram até o sofá, colocaram minha mão no controle remoto e fizeram com que meus dedos pressionassem os números da sorte, 1 e 2, que representam na Numerologia Belorizontina, a poderosa Rede Globo, que naquele momento exibia um programa chamado "Encontro com Fátima Bernardes".
Em pouco menos de um minuto vendo aquilo, um dito popular me veio á cabeça: "Quando mais eu rezo, mas assombração me aparece". No mesmo instante, em que lembrei do famoso ditado, uma luz iluminou meu neurônio criador de títulos e nomes para blogs.
Mas é claro, que esse ditado não seria um bom nome para o meu blog. Eu teria que usar a mesma técnica que usei aos 7 anos para ludibriar Dênis Carvalho. Não que alguém pudesse me processar por usar o ditado. O problema é que, além de não condizer com o conteúdo que aqui será postado, o popular refrão poderia ser levado ao pé da letra por algumas pessoas, que acreditariam que se trata de um blog que mescla religião com lendas urbanas.
Pense comigo; um blog que se chama "Quando mais eu rezo, mais assombração aparece", pode criar em alguns a ideia de que as postagens serão mais ou menos assim;
"Ontem, após rezar (versão evangélica; orar) bastante na missa (v.e: culto) e me despedir do padre (v.e: pastor) fui para casa. No caminho, me deparo com um lobisomem, que tenta me atacar. Eu corro e consigo escapar dele. Paro em uma esquina e rezo (v.e: oro) agradecendo pelo livramento. Assim que termino a reza (v.e: oração), eis que me deparo com um vampiro, montado em uma mula-sem-cabeça, corro muito e consigo chegar em casa. Antes de dormir, rezo( você já sabe a v.e) agradecendo aos livramentos e pedindo proteção, mas assim que o sono chega e eu começo a sonhar, adivinhe quem está nos meus sonhos. Ele mesmo, o querido e terrível Freddy Kruegger. Acordo e decido que ao invés de rezar ou orar, vou comprar uma PT 840 e carregá la com balas de prata, farei um colar de alho, benzerei com água benta e pendurarei no pescoço, e encomendarei com meus amigos caminhoneiros, caixas de rebites. Agora quero ver, se Freddy Kruegger, lobisomens ou vampiros me atacarão novamente."
Como as postagens aqui serão totalmente( nem tanto) diferentes do relato acima, fiz umas alterações no adágio e finalmente arranjei um nome para o meu novo blog; "Quanto mais eu penso, mais besteiras eu descubro."
Este é o meu mais novo projeto, que pretende fazer jus ao nome que recebeu. Portanto, se você é daqueles que só se interessa em ler artigos sérios, educativos, informativos e que podem acrescentar algo em seu intelecto, tem grandes chances de não gostar do que será postado aqui;
Mas se você, assim como eu, gosta de ler artigos sérios, educativos, informativos, mas não dispensa um besteirol de vez em quando, seja bem vindo.
Até a próxima postagem.
Marcelo Maia.
Eu tinha 7 anos e na época passava uma novela chamada Locomotivas, que tinha um personagem que eu gostava que era o Netinho. Mas achei esse nome horrível para um gato e quis homenagear o ator, e que fique bem claro que eu não o considerava um gato. Perguntei á minha irmã mais velha o nome do ator e ela, assídua leitora da revista Sétimo Céu, rapidamente me informou que era Dênis Carvalho.
Meu gato então teria esse nome, se não fosse um amigo de meu pai, metido a sabichão, que disse que se o ator descobrisse poderia me processar por uso indevido de seu nome. Eu fiquei triste e com medo, acreditando que Dênis Carvalho pudesse realmente processar um pobre garotinho de 7 anos, só por causa de um gato. Contei para um colega mais velho ( acho que ele tinha 10 anos) e ele sugeriu que eu mudasse algumas letras do nome do ator, assim eu faria a homenagem e não seria processado. Gostei da ideia, fiz algumas alterações e pronto, meu gato ganhou o lindo nome de Pênis Caralho.
O pior era que a gata de Marina, minha vizinha chamava-se Xana. E sempre que Xana entrava no cio, Pênis Caralho chegava junto. O problema eram os comentários maldosos que a molecada fazia:
"O Pênis do Marcelo comeu a Xana da Marina." ou "A Xana da Marina está no cio e o Caralho do Marcelo já vai cruzar com ela de novo". E esses comentários constrangeram tanto a mãe da Marina, que ela resolveu dar a gata da filha para um parente que morava bem longe. Ou seja, deu a Xana para outro e deixou o meu Pênis Caralho triste e solitário.
E essa dificuldade que eu tenho em nomear as coisas, me acompanha até hoje. Este blog é a prova disso.. Há quase dois meses estou planejando criar um blog novo, para expor algumas ideias, cujo conteúdo não é compatível com os outros dois que já possuo. Depois de tentar por conta própria encontrar um nome adequado e não ter tido êxito, resolvi procurar ajuda nos livros. Afinal, ler é expandir a mente.
Li grandes clássicos da literatura brasileira e mundial, livros de filosofia, física, biologia e até as revistas Playboy e Hustler. Como nenhum deles resolveu meu problema, resolvi buscar ajuda espiritual.
Meditei, orei, rezei o terço, participei da "Corrente do Desencosto", fiz despacho, procurei resposta na psicografia, desenhei um pentagrama enorme no meu quarto, ouvi músicas de trás pra frente, tomei o tal chá do Santo Daime e até coei café na minha cueca, que estava no cesto de roupas sujas. Mas, foi tudo em vão.
Então cheguei á conclusão que eu deveria desistir dessa merda de blog. Porém, muito antes de Hebe Camargo ter sua primeira menstruação e o primeiro pentelho de Oscar Niemeyer brotar em sua virilha, a criação deste blog já estava escrito nas estrelas, na lua, no cometa Halley e até no ex planeta Plutão.
E hoje pela manhã, as forças universais me levaram até o sofá, colocaram minha mão no controle remoto e fizeram com que meus dedos pressionassem os números da sorte, 1 e 2, que representam na Numerologia Belorizontina, a poderosa Rede Globo, que naquele momento exibia um programa chamado "Encontro com Fátima Bernardes".
Em pouco menos de um minuto vendo aquilo, um dito popular me veio á cabeça: "Quando mais eu rezo, mas assombração me aparece". No mesmo instante, em que lembrei do famoso ditado, uma luz iluminou meu neurônio criador de títulos e nomes para blogs.
Mas é claro, que esse ditado não seria um bom nome para o meu blog. Eu teria que usar a mesma técnica que usei aos 7 anos para ludibriar Dênis Carvalho. Não que alguém pudesse me processar por usar o ditado. O problema é que, além de não condizer com o conteúdo que aqui será postado, o popular refrão poderia ser levado ao pé da letra por algumas pessoas, que acreditariam que se trata de um blog que mescla religião com lendas urbanas.
Pense comigo; um blog que se chama "Quando mais eu rezo, mais assombração aparece", pode criar em alguns a ideia de que as postagens serão mais ou menos assim;
"Ontem, após rezar (versão evangélica; orar) bastante na missa (v.e: culto) e me despedir do padre (v.e: pastor) fui para casa. No caminho, me deparo com um lobisomem, que tenta me atacar. Eu corro e consigo escapar dele. Paro em uma esquina e rezo (v.e: oro) agradecendo pelo livramento. Assim que termino a reza (v.e: oração), eis que me deparo com um vampiro, montado em uma mula-sem-cabeça, corro muito e consigo chegar em casa. Antes de dormir, rezo( você já sabe a v.e) agradecendo aos livramentos e pedindo proteção, mas assim que o sono chega e eu começo a sonhar, adivinhe quem está nos meus sonhos. Ele mesmo, o querido e terrível Freddy Kruegger. Acordo e decido que ao invés de rezar ou orar, vou comprar uma PT 840 e carregá la com balas de prata, farei um colar de alho, benzerei com água benta e pendurarei no pescoço, e encomendarei com meus amigos caminhoneiros, caixas de rebites. Agora quero ver, se Freddy Kruegger, lobisomens ou vampiros me atacarão novamente."
Como as postagens aqui serão totalmente( nem tanto) diferentes do relato acima, fiz umas alterações no adágio e finalmente arranjei um nome para o meu novo blog; "Quanto mais eu penso, mais besteiras eu descubro."
Este é o meu mais novo projeto, que pretende fazer jus ao nome que recebeu. Portanto, se você é daqueles que só se interessa em ler artigos sérios, educativos, informativos e que podem acrescentar algo em seu intelecto, tem grandes chances de não gostar do que será postado aqui;
Mas se você, assim como eu, gosta de ler artigos sérios, educativos, informativos, mas não dispensa um besteirol de vez em quando, seja bem vindo.
Até a próxima postagem.
Marcelo Maia.