De acordo com o site Tecmundo,
o primeiro serviço semelhante ao que hoje conhecemos por Rede Social é o
CompuServe, lançado em 1969 nos (é claro) Estados Unidos. Dezesseis anos depois, em 1985, a América On
Line (AOL) disponibiliza para seus usuários, ferramentas que possibilitam a
criação de perfis virtuais. Quase vinte anos depois, em 2004, são criadas as
duas redes sociais mais populares até os dias de hoje: Orkut e Facebook.
Até 2010, o Orkut era a
rede social com mais usuários no Brasil. E realmente, lá era possível encontrar
usuários de todos os tipos. Usuário de crack, usuário de maconha, usuário de
armas, usuário de baile funk, etc. Isso fez, com que usuários não usuários
começassem a procurar uma nova rede social, pois alguns chegaram a ter medo de
serem sequestrados pela tela do PC. Realmente, a coisa no Orkut ficou feia.
Muitos migraram para o
Twitter, mas a maioria não gostou do limite de apenas 140 caracteres do
microblogging e correu para o Facebook.
Na rede criada pelo pentelho milionário Mark Zuckerberg,os fugitivos do
Orkut encontraram a paz em um ambiente decente, e não veriam mais fotos com
pessoas fazendo churrascos e pagodes em cima da laje, meninos nadando em caixa
d’água e férias em Guarapari ou qualquer outra praia capixaba. Agora, no
Facebook, contemplavam lindas fotos de cachoeiras, praias do litoral nordestino
e férias em belas pousadas. E o perfil dos usuários nada tinha a ver com os
perfis orkuteiros. As preferências musicais do Facebook eram um misto de MPB,
Jazz, Clássico, Blues, Rock n Roll. Nada
de Tigrão, Zezé Di Camargo e Luciano, Só Pra Contrariar e Eguinha Pocotó. Os
fugitivos do Orkut estavam no Paraíso, mas não por muito tempo.
Conta a lenda que um
facebooker começou a se relacionar com uma funkeira orkuteira (até 2010, essas
duas palavras unidas era considerado pleonasmo). Ela estranhou o fato de seu
novo namorado não possuir uma conta no Orkut. Durante dois meses, questionou a
ausência do namorado na Rede Social (ela pensava que o Orkut fosse a única),
mas ele sempre se esquivava do assunto. Porém ele, a cada dia, se sentia mais
enfeitiçado pelos atributos da garota que treinava seus rebolados nos bailes
funks e os colocavam em prática na cama do facebooker apaixonado. Foi com um
desses rebolados em cima do hipnotizado rapaz, que ela conseguiu que ele
confessasse que participava de uma rede social chamada Facebook. Ela jurou para o seu namorado guardar
segredo, mas assim que chegou em casa, postou a notícia no Orkut. Em pouco
tempo, o Facebook estava lotado de orkuteiros. A merda estava feita.
Se tal relato é
verdadeiro ou é mais uma lenda urbana, não sei dizer. O fato é que o Facebook,
a partir de 2010 foi piorando a cada dia e algumas pessoas chegam a afirmar que
ele ficou pior que o Orkut. Mas, é possível que haja uma rede social pior que Orkut?
Infelizmente, sim e eu vou explicar o motivo. Muitos orkuteiros que
migraram para o Facebook começaram a mentir em seus perfis para que fossem
adicionados como amigos. Para isso, na escola fingiam ser amigos dos que tinham
boas notas e os interrogavam sobre seus gostos musicais e o que liam. De
repente, no Face aparecem fãs de Pingfroide, Diporco, Lerde Zé Pri, Berdovim,
Maiza Mortes, Fravio Ventuinha, Caitando Nervoso, Djavania, entre
outros.Surgem, também, leitores de Ninte, Carlos Drumão Diandrade, Janpô
Sartri, Claris Lisbelula e muitos outros. E não estou exagerando; muitos
escrevem, realmente, dessa maneira. Alguns nomes são quase impossíveis de
decifrar. Pelo menos, no Orkut eles se
comunicavam com pessoas que entendiam seus dialetos.
O Facebook também virou uma rede social, onde os usuários compartilham
informações que interessam a todos e contribuem para um mundo melhor. É muito
útil saber que uma pessoa está tomando café, acabou de comer feijoada, está no
clube, chegou da igreja, terminou com o namorado ou em quem ela votou para ser
eliminado no Big Brother e na Fazenda. Isso acrescenta tanto na vida do ser
humano.
Até orações pessoais são postadas no Facebook, e acredito que nenhum
religioso sério é o responsável por isso.
Quem faz isso são aqueles evanjegues e catolicuzões que se dizem
evangélicos e católicos, mas só vão á igreja quando tem festa e comida de
graça. Nos outros dias preferem ficar no Facebook postando suas orações, mas só
depois de curtirem todas as fotos de seus amigos em clubes e bailes funk.
Aqueles que são, realmente, católicos ou evangélicos com certeza não aprovam
isso. Quem leva a sério a sua religião e\ou fé ora na igreja e em sua casa e
usa uma rede social para divulgar eventos de sua igreja e ensinamentos de sua
crença, de forma respeitosa.
Do outro lado, estão os
malateus. Malateus são aqueles ateus
malas que já devem ter sido evanjegues ou catolicuzões. Dizem que não acreditam
em nenhum deus, mas usam o Facebook para divulgarem que Deus é o culpado pela
fome na África, tsunamis, terremotos, queda de barrancos, assassinatos e até
por terem broxado. No fundo, o malateu
não é ateu, é apenas um mala que se revoltou por que não conseguiu um cargo de
confiança na igreja que frequentava.
Quem é ateu mesmo sabe que a fome na África é causada por conflitos
étnicos e pelo descaso dos países desenvolvidos nessa questão. Tsunamis e
terremotos acontecem por causas naturais. Ateus não acreditam em castigos
divinos, ou maldições de feiticeiros, mas os malateus acreditam.
Mas nem tudo é ruim no
Facebook. Ainda é possível encontrar vida inteligente na rede social, basta
escolher quem será adicionado como amigo. Tem também dicas de bons livros,
algumas boas páginas de humor,
divulgação de bons eventos, notícias,
serviços de utilidade pública( trânsito, pessoas desaparecidas, datas de vacinação e concursos públicos,
etc). Curta a página certa e ficará livre de publicações que não lhe agradam.
Só há um problema: como explicar para aquele amigo ou parente mala, que você o
bloqueou por que estava peneirando seu Facebook?
Até a próxima postagem.
Marcelo Maia
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